o som sem fim da madrugada que nasce
as luzes, enfim, não mais do sol que arde
um filme em preto-e-branco passa
o tempo teme a aurora vermelha e amarela
correndo atrás de tigres na selva
atrás do teu trompete
trocando lágrimas aos olhos de anjos
traz latência na sala de espera,
última lástima antes da saliência
o corredor estreito
de quadros eleitos pelos teus vermelhos pulsos
construído sobre o chão xadrez em preto e branco
mostra a entrada que transforma a tua chave
enquanto o nunca é uma estrada muito longa para eu percorrer
o céu não pode esperar
para sempre
Bom te ver :)